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Grade de horário – Caderno de Disciplinas

Horários das disciplinas optativas e obrigatórias ofertadas pelo PPGCine para 2026.2.

QUADRO DE HORÁRIOS
DIA/HORÁRIO Segunda-feira Terça-feira Quarta-feira Quinta-feira Sexta-feira
Manhã Disciplina:
Estudos de gênero e visualidades
Curso: 60 Anos de “A Entrevista”, de Helena Solberg
Horário:
09h-13h
Professora:
Marina Tedesco
Tarde Disciplina:
Estudos de gêneros audiovisuais
Curso: Escrita e análise sensível - debates para o campo do cinema e audiovisual
Horário:
14h30 às 17h
Professoras:
Mariana Baltar e Carolina Amaral
Disciplina:
Teorias da imagem e a construção do olhar
Curso:
Estudos da Montagem: Fundamentos Históricos e Problemas Contemporâneos
Horário:
14h às 18h
Professora:
Elianne Ivo
Disciplina:
Cinema e as estéticas do contemporâneo
Curso:
Oferendas Narrativas para uma história dos cinemas negros.
Horário:
14h às 18h
Professora:
Janaína Oliveira
Disciplina:
Cinema e Educação
Curso:
Pensar o Cinema, o Audiovisual e a Educação partir da Filosofia
Horário:
14h às 18h
Professora:
Eliany Salvatierra Machado
Disciplina:
História e historiografia do audiovisual
Curso:
O Superoitismo experimental urbano como forma de (r)existência política e cultural durante a ditadura
Horário:
14h às 18h
Professora:
Mayra Jucá

OBSERVAÇÕES:

Inscrição em disciplinas para ingressantes 2026.2 – Mestrado e Doutorado – PPGCine

https://forms.gle/MJhe7mBFBqzsuhJP6


  • Disciplina: Estudos de gêneros audiovisuais
    Curso: Escrita e análise sensível – debates para o campo do cinema e audiovisual
    Professoras: Mariana Baltar e Carolina Amaral
    Segundas, das 14h30 às 17h
    Linha de pesquisa: Linha 1 – Narrativas e Estéticas
    Período das aulas: 24 de agosto até 30 de novembro de 2026

    Ementa

    Este curso, em formato de grupo de estudos e discussão, busca pensar o lugar dos afetos, emoções e sensorialidades nos campos da análise fílmica e da escrita audiovisual. Para tanto, debateremos o mapa conceitual e analítico do campo do cinema e audiovisual que privilegia o corpo e a sensorialidade, o regime expressivo das atrações e as discussões sobre impactos das sensações e afetos na análise fílmica em direção a análise sensorial. Bem como tais impactos nos estudos de roteiro.

    Formato das aulas

    As aulas serão com base no debate teórico sobre bibliografia levantado por seminários discentes. A cada aula um ou dois discentes ficam responsáveis pela apresentação de até
    15 minutos do texto a ser trabalhado. A divisão dos seminários será acordada na primeira aula, dia 24 de agosto

    Formas de Avaliação

    1. Seminário discente (apresentação do debate do texto)
    2. Fundamentação teórica do primeiro tratamento de artigo acadêmico de até no
    máximo 10 páginas. Data de entrega: a definir

    Acesso aos textos

    https://drive.google.com/drive/folders/1H_5iP63wGmbfv_VEWxidu9PAeIViyqxv?usp=sharing

    Bibliografia

    AHMED, Sara. The cultural politics of emotions. New York: Routledge, 2004.(Introduction e Afterword)
    BALTAR, Mariana. Corpo e afeto: atualizações do regime de atrações no cinema brasileiro contemporâneo. In. Aniki – Revista Portuguesa de Imagem em Movimento. Volume 10; n. 2, 2023. Disponível em: https://aim.org.pt/ojs/index.php/revista/article/view/880
    BARKER, Jennifer. “Eye contact”. In: The Tactile Eye: Touch and the cinematic experience. Berkeley/Los Angeles: University of California Press, 2009.
    BEUGNET, Martine. Cinema of sensation: French Film and the Art of Transgression. Edinburgh: Edinburgh University Press, 2007 (Caps. 1 e 2 – sensação e transgressão)
    GALT, Rosalind. Pretty, Film and the decorative image. NY, Columbia University Press, 2011 (Introdução e Capítulo 7)
    CHIANG, Ted. The Truth of Fact, the Truth of Feeling. Subterranean Magazine, outono 2013.
    GOMES, Cristina. Narrativas à deriva no roteiro cinematográfico brasileiro. Tese de Doutorado, PUC-Rio, Departamento de Letras; orientador: Vera Lúcia Follain de Figueiredo, 2019. Disponível em: https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/46607/46607.PDF Acesso em: 16 jun. 2026
    LANGER, Susanne K.: Feeling and Form. A Theory of Art Developed from Philosophy in a New Key. Charles Scribner`s Sons: New York, 1953. Disponível em https://monoskop.org/images/1/11/Langer_Susanne_K_Feeling_and_Form_A_Theory_of_Art.pdf. Acesso em: 16 jun. 2026
    MARKS, Laura. The Skin of Film: intercultural cinema, embodiment and the senses. Duke University Press, 2000. (capítulo 4 + Conclusão – páginas 194 a 247)
    NDALIANIS, Angela. “Horror aesthetics and the sensorium”. In: The horror sensorium: Media and the senses. Jefferson/London: McFarland & Company, 2012.
    RUTHERFORD, Anne. What Makes a Film Tick? Cinematic Affect, Materiality and Mimetic Innervation. Bern, Peter Lang Publishers, 2011 (Cinema and Embodied Affect.
    Páginas 145 a 163)
    SANTOS, Éri Ramos Sarmet dos. Escrita das sensações: marcas do excesso no roteiro cinematográfico. 2025. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo,
    2025. Disponível em: https://doi.org/10.11606/T.27.2025.tde-10122025-161718. Acesso em: 16 jun. 2026.
    SOBCHACK, Vivian. Address of the eye. Princeton University Press, 1992. (Capítulo 1 “Phenomenology and the Film Experience”)
    SOBCHACK, Vivian. Carnal Thoughts – embodiment and moving image culture. Berkeley and Los Angeles, University of California Press, 2004. (Introdução e páginas 53 a 84)

    • Disciplina: Teorias da imagem e a construção do olhar
      Curso: Estudos da Montagem: Fundamentos Históricos e Problemas Contemporâneo
      Professora: Elianne Ivo
      Terça, das 14h às 18h
      Linha de pesquisa: Linha 1 – Narrativas e Estéticas

      Ementa

      A montagem como operação estética e conceitual na constituição das formas audiovisuais. O curso propõe o estudo de teorias clássicas e, sobretudo, contemporâneas da montagem, bem como de suas adaptações históricas. A montagem será abordada como produtora de sentido, sensorialidade, ritmo, temporalidade, espacialidade e pensamento, enfatizando sua dimensão epistemológica e sensível na construção das imagens em movimento. O curso pretende desenvolver metodologias de análise que se aproximam da lógica da montagem, investigando como a articulação entre imagens e sons produz regimes específicos de percepção, narrativa e pensamento audiovisual. Serão discutidas práticas contemporâneas de montagem em diálogo com cinemas de arquivo, ensaio audiovisual assim como práticas decoloniais, considerando a montagem como gesto crítico de reconfiguração de narrativas, regimes de visibilidade e formas de representação. Autores como T. Faucon, François Albéra, Ryan Conrath, entre outros, serão mobilizados em articulação com debates sobre imagem, tecnologia e política. Por fim, o curso aborda os impactos das tecnologias digitais e dos sistemas algorítmicos —  incluindo processos de automação e inteligência artificial generativa — sobre as práticas contemporâneas de montagem, considerando suas implicações estéticas, epistemológicas e políticas, bem como novas formas de autoria, arquivo e produção audiovisual.

      Bibliografia inicial

      ALBÉRA, François. Puissances du cinéma: Ecritures/Parole, Espace/Regard, Montage. Lausanne: L’Âge d’Homme, 2016.
      ALBÉRA, François. Eisenstein e o Construtivismo Russo – Coleção Cinema, Teatro e Modernidade. São Paulo: Cosac & Naify, 2002.
      AUMONT, Jacques. Le montagem. “La seule invention du cinema”.
      AUMONT, Jacques. Montage Eisenstein. Paris: Images Moderne, 2005. Paris: Librarie Philosophique J. Vrin, 2015.
      BAZIN, André. O que é o cinema? São Paulo: Ubu Editora, 2018.
      CRAWFORD, Kate. Atlas of AI. New Haven: Yale University Press, 2021.
      CONRATH, Ryan. Between Images: Montage and the Problem of Relation. Oxiford Press, 2023.
      DELEUZE, Gilles. A imagem-tempo: cinema 2. São Paulo: Editora 34, 2005.
      EISENSTEIN, Sergei. A forma do filme. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002.
      FAUCON, Théresa. Théorie du montagem. Energie des images. Paris: Armand Colin, 2017.
      MANOVICH, Lev. The language of new media. Cambridge: MIT Press, 2001.
      MIGLIORIN, Cezar e BARROSO, Elianne Ivo. Pedagogias do cinema: montagem.
      Significação: Revista De Cultura Audiovisual, 43(46), 15-28. https://doi.org/10.11606/issn.2316-7114.sig.2016.115323
      MURCH, Walter. Num piscar de olhos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2004.
      PEARLMAN, Karen. Cutting rhythms: shaping the film edit. Burlington: Focal Press, 2009.
      TARKOVSKY, Andrei. Esculpir o tempo. São Paulo: Martins Fontes, 1998.
      VERTOV, Dziga. O homem com a câmera. São Paulo: Cosac Naify, 2006.
      VIERTOV, Dziga. Cine-Olho: manifestos, projetos e outros escritos. São Paulo: Editora 34, 2022.

      • Disciplina: Estudos de gênero e visualidades
        Curso: 60 Anos de “A Entrevista”, de Helena Solberg
        Professora: Marina Tedesco
        Quartas-feiras, das 9h às 13h
        Linha de pesquisa: Linha 1 – Narrativas e Estéticas
        Disciplina ofertada para a graduação e para a pós-graduação

        Ementa

        60 anos atrás, Helena Solberg lançou seu curta-metragem “A Entrevista”, um marco no cinema de mulheres e feminista latino-americano. Ao longo das seis décadas que se passaram desde então, realizou dezenas de filmes, nos quais muitas vezes as questões que a mobilizaram inicialmente retornaram, ainda que retrabalhadas. Neste curso, revisaremos parte da obra de Solberg, estabelecendo diálogos com produções de outras diretoras da região que começaram a fazer cinema nos anos 1960 e 1970. Também será estudado o contexto que possibilitou a emergência e circulação deste tipo de audiovisual na América Latina. Por ser uma disciplina com parte da sua carga horária de extensão, a turma participará da organização do evento 3o Colóquio Internacional Mulheridades Cinematográficas: 60 Anos de “A Entrevista”.

        Bibliografia

        GÓMEZ, Diana Osorio; RÍOS, Paola Arboleda. La presencia de la mujer en el cine colombiano. Monografia (Graduação em Comunicação). Medellín: UniversidadPontificia Bolivariana, 2002.
        HEIN, Renata Masini. O cinema documental de Sara Gómez à luz de uma análise feminista. Dissertação (Mestrado em Cinema e Audiovisual). Niterói: UFF, 2025.
        HOLANDA, Karla. “Interseccionalidade em The emerging woman (1974)”. Doc On-line, n. 28, 2020, p. 168-181.
        HOLANDA, Karla. “Documentaristas brasileiras e as vozes feminina e masculina”. Significação: Revista De Cultura Audiovisual, 42(44), 2015, p. 339-358.
        OROZ, Elena. “Cocina de imágenes, Primera Muestra de Cine y Video Realizado por Mujeres Latinas y Caribeñas (1987): A pioneer event for tasting the recipes of Latin American women’s filmmaking during the 1970s and 1980s”. Jump Cut, n. 61, 2022.
        RODRÍGUEZ, Israel. “Cine documental y feminismo en México (1975-1986): Notas para la escritura de una história Israel Rodríguez”. Movimento, n. 12, 2019, p. 197-218.
        SELEM, Maria Celia Orlato. Políticas e poéticas feministas: Imagens em movimento sob a ótica das mulheres latino-americanas. Tese (Doutorado em História). Campinas: Unicamp, 2012.
        SENNA, Thaiz Carvalho; TEDESCO, Marina Cavalcanti. “A Dupla Jornada à luz de Helena Solberg”. In: VELDEN, Alexandre; RODRIGUES, José; MEDEIROS, João Leonardo (org). Marx vai ao cinema: ensaios culturais materialistas sobre cinema. São
        Paulo: Usina Editorial, 2024. p. 89-108.
        TAVARES, Mariana. Helena Solberg do Cinema Novo ao documentário contemporâneo. São Paulo: É Tudo Verdade. Festival Internacional de Documentários, 2014.
        TEDESCO, Marina Cavalcanti. “Cinema feminista pioneiro na América Latina entre as décadas de 1960 e 1980”. Revista Estudos Feministas, 30(2), 2022, p. 1-14.
        TEDESCO, Marina Cavalcanti. “Mulheres e direção cinematográfica na América Latina: uma visão panorâmica a partir das pioneiras”. In: HOLANDA, Karla (org.). Mulheres de Cinema. Rio de Janeiro: Numa, 2019. p. 81-96
        VISCONTI, Marcela. “Archivos al bies: Aportes críticos para una memoria del Festival Internacional de Cine Realizado por Mujeres ‘La mujer y el cine’ (1988)”. Studies in Spanish & Latin American Cinemas, v. 20, n. 3, p. 145-156.

        • Disciplina: Cinema e as estéticas do contemporâneo
          Curso: Oferendas Narrativas para uma história dos cinemas negros
          Professora: Dra. Janaína Oliveira
          Quartas-feiras, das 14hs às 18hs
          Linha de pesquisa: Linha 1 – Narrativas e Estéticas
          Disciplina ofertada para a graduação e para a pós-graduação

          Ementa

          A disciplina conjuga dimensões históricas, estéticas, poéticas e epistemológicas que atravessam a construção do movimento plural que constitui os cinemas negros no Brasil e nas diásporas africanas. A proposta é realizar um panorama inspirado nas
          encruzilhadas propostas por Leda Maria Martins, que não é uma busca por genealogias, mas sim uma investigação pelos entrecruzamentos que conformam as produções artísticas e teóricas nos tensionamentos, dissensos e consensos que vemos emergir quando se fala em cinemas negros. Utilizando a concepção de “oferenda”, tal como empregada pela cineasta e coreógrafa brasileira Ana Pi em seus trabalhos, a disciplina se compreende não como uma disputa narrativa, mas como uma oferta, que é também poética e política, para pensar a composição das históricas e estéticas dos cinemas negros. O curso visa abrir caminho para possibilidades epistemológicas de reflexões sobre as cinematografias negras para além dos debates com base no binômio representação/representatividade, tão presente nas ponderações e práticas atuais. O programa da disciplina, incluindo a filmografia e cronograma detalhado das leituras (obrigatórias e complementares), será entregue no primeiro dia de aula.

          Referências Bibliográficas

          BRAND, Dionne. Um mapa para a porta do não retorno: notas sobre pertencimento. Rio de Janeiro: A Bolha Editora, 2022.
          BOWSER, PEARL. “The Boom is Really an Echo.” Black Creation IV (Winter 1973): 32-35.
          BOWSER, Pearl; GAINES, Jane; MUSSER, Charles (ed.). Oscar Micheaux and his circle: African-American filmmaking and race cinema of the silent era. Bloomington: Indiana University Press, 2001.
          CAMPT, Tina. The Black Gaze: artists changing how we see. London / Massachusetts: The MIT Press, 2021.
          CARVALHO, Noel. “O Negro no cinema brasileiro: o período silencioso”. Plural; Sociologia, USP, São Paulo, 1 O: 155-179, 2o sem. 2003.
          CARVALHO COSTA, Tatiana. QuilomboCinema: Corpos-ficção e invenção de pertencimentos negros no Cinema Brasileiro contemporâneo, Tese de Doutorado, UFMG, 2025,
          CÉSAR, Amaranta. “Qual o lugar da militância no cinema brasileiro contemporâneo? Interpelação, visibilidade e reconhecimento. Revista Eco Pós. Imagens do Presente. V.20 N.2, 2017
          CHAM, Mbye. Ex-Iles. Essays on Caribbean Cinema. New Jersey: African World Press, 1992.
          CRIPPS, Thomas. Black Film as a genre. Bloomington/Londres: Indiana University Press, 1978.
          FREITAS, Kênia. “Afrofabulações e opacidade: estratégias de criação do documentário negro brasileiro contemporâneo” In LAERCIO, Ricardo (org). Pensar o documentário: textos para um debate Recife: Ed. UFPE, 2020.
          GILLESPIE, Michael Boyce. Film blackness: American cinema and the idea of black film. Durham: Duke University Press, 2016.
          GLISSANT, Édouard. “Sobre Opacidade”. In GLISSANT, Édouard. Poética da Relação. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2021, pp. 219-225.
          HALL, Stuart. “O espetáculo do Outro” In Hall, Stuart. Cultura e Representação. Rio de Janeiro: Ed. UFMG, 2003, pp. 335-349.
          HARTMAN, Saidiya. Vênus em dois atos. Revista ECO-Pós, 23(3), 2020, 12–33. hooks, bell. Cinema Vivido. Raça, classe e sexo nas telas. São Paulo: Editora Elefante 2023.
          MARTIN, Michael (ed.). Cinemas do the Black Diaspora. Diversity, dependence and oppositionality. Detroit: Wayne State University Press, 1995.
          MARTINS, Leda Maria. Performances do tempo espiralar, poéticas do corpo-tela. Rio de Janeiro: Editora de Livros Cobogó, 2021.
          NWOKA, Clive. SAHA, Anamik (eds). Black Film British Cinema II. Londres: Goldsmith Press, 2021.
          OLIVEIRA, Janaína. “Narrative Offerings for a History of Black Cinemas in Brazil”. In
          CONDE, Maitê. FURTADO, Gustavo. The Oxford handbook of Brazilian Cinema. Oxford: Oxford University Press, (no prelo).
          RODRIGUES FILHO, Fabio. “Um rasgo na imagem: Fagulhas para uma pequena história do cinema brasileiro à luz da presença de Grande Otelo”. Dissertação de Mestrado, UFMG, 2019.
          SANTOS, Mateus Araújo. “Atravessando abismos em direção a um Cinema Implicado: negridade, imagem e desordem”, LOGOS 52 VOL 27 N 01, 2020.
          SHOHAT, Ella; STAM, Robert. Crítica da imagem eurocêntrica. São Paulo: Cosac Naify, 2006.
          STEWART, Jacqueline Najuma. “Race Movies: A Patchwork History”. In: Kino Classics. Film Notes – Pioneers of African-American Cinema. New York: Kino Lorber, Inc., 2016, pp 36-48.

          • Disciplina: Cinema e educação
            Curso: Pensar o Cinema, o Audiovisual e a Educação a partir da Filosofia
            Professora: Eliany Salvatierra Machado
            Quinta-feira das 14h às 18h
            Linha de pesquisa: Linha 2 – Histórias e Políticas

            Ementa

            A disciplina tem como objetivo pensar sobre a inter-relação cinema, audiovisual e educação. “Pensar sobre”, “fazer perguntas” é uma das propostas do campo da filosofia, na disciplina “Pensar o Cinema, o Audiovisual e a Educação a partir da Filosofia”
            pretendemos exercitar a reflexão e praticar o “diálogo”. Durante a disciplina, através das leituras e trocas entre os/as participantes pensaremos sobre: o papel do cinema e do audiovisual na Educação Básica, os fundamentos do cinema e do audiovisual em processos educacionais, fundamentos estéticos na educação, a experiência estética e a formação do sensível.

            Proposta da disciplina

            Leitura dos textos indicados na bibliografia, apresentação no modo seminário e mediação dialógica.

            Avaliação

            Texto monográfico entregue no final da disciplina. A monografia deve expressar as reflexões e inferências a partir dos textos e discussões.

            Bibliografia

            ARENDT, Hannah. Entre o Passado e o futuro, 4a ed., São Paulo: Editora Perspectiva, 1997.
            BEDORE, Renato Camassutti e BECCARI, Marcos Namba. Aisthesis: uma breve introdução à estética dos afetos, Revista GEARTE, Porto Alegre, v. 4, n. 3, p. 487-498, set./dez. 2017. Disponível em: http://seer.ufrgs.br/gearte .
            COELHO, Teixeira. Guerras Culturais. São Paulo: Iluminuras, 2000.
            DAVID, Lapoujade. William James, a construção da experiência, trad. Hortência Santos Lencastre. São Paulo: n-1 edições, 2017.
            DEWEY, John. Democracia e Educação, Introdução à filosofia da educação, trad. Godofredo Rangel e Anísio Teixeira, 4a ed., São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1979.
            _____________A arte como experiência, trad. Vera Ribeiro, São Paulo: Martins Fontes, 2010.
            DUARTE, Rodrigo (Org). O Belo Autônomo, textos clássicos de estética, Belo Horizonte: Ed UFMG, 1997.
            _______________________ Varia Aesthetica, ensaios sobre a arte e sociedade, Belo Horizonte: Relicário, 2014.
            DUFRENNE, Mikel. Estética e filosofia, 3a ed., São Paulo: Editora Perspectiva,1998
            GARDNER, Howard. Estruturas da Mente, a Teoria das Inteligências Múltiplas, trad. Sandra Costa, Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1994.
            FERRY, Luc. Homo Aestheticus: a invenção do gosto na era democrática, trad. Eliana Maria de Melo Souza, São Paulo: Ensaio, 1994.
            RANCIÈRE, Jacques. Aisthesis, cenas do regime estético da arte. Trad. Dilson Ferreira da Cruz, São Paulo: Editora 34, 2021
            TOURAINE, Alain. Crítica da modernidade, trad. Elia Ferreira Edel, Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 1994.

            • Disciplina: História e historiografia do audiovisual
              Curso: O Superoitismo experimental urbano como forma de (r)existência política e cultural durante a ditadura
              Professora: Mayra Jucá
              Sextas-feiras, das 14h às 18h
              Linha de pesquisa: Linha 2 – Histórias e Políticas
              Disciplina ofertada para a graduação e para a pós-graduação

              Ementa

              O Superoitismo foi uma prática contracultural de parte da juventude urbana de classe média que vivia sob a ditadura militar do final dos anos 1960 até meados da década de 1980 e que se apropriou do Super-8, equipamento portátil, fácil de operar e mais acessível economicamente do que os modelos anteriores de câmeras e projetores, para experimentara linguagem cinematográfica e se expressar com a liberdade que era, então, negada pelo regime. A disciplina propõe visionamento e análise de filmes produzidos em diversos estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Pernambuco, Piauí, Sergipe, entre outros, em grande parte já abordados em artigos, dissertações e teses, incluídos na curadoria de mostras e, eventualmente, retomados em outras obras audiovisuais, acrescida de filmes redescobertos e digitalizados recentemente, sobre os quais os dados e análises ainda estão pendentes ou em construção. Pensar sobre a contribuição desses filmes experimentais, amadores, artesanais, exibidos em circuitos alternativos, pouco vistos e por décadas excluídos de arquivos e bibliografias, para uma historiografia do cinema, é pensar a própria essência do cinema sob uma nova chave.

              Bibliografia

              BLANK, Thais; SAMPAIO, Sofia. Os arquivos de imagens em movimento vistos à luz dos outros filmes: perspectivas de análise e desafios. In: A propósito dos outros filmes. Rio de Janeiro: FGV Editora, 2022.
              CAMPOS, Marina da Costa. Suspensões do tempo: o superoitismo experimental no Brasil e no México na década de 1970. Dissertação (Mestrado). USP. São Paulo, 2020.
              DEREN, Maya. Amateur versus Professional. Film Culture, n. 39, p. 43-44, 1965.
              FAVARETTO, Celso. A contracultura entre a curtição e o experimental. Modos – Revista de História da Arte, Campinas, v. 1, n. 3, p. 181-203, set. 2017.
              FOSTER, Lila Silva. Matizes da cultura jovem: imagens e imaginários em torno do Festival de Cinema Amador JB-Mesbla. Revista Estudos Históricos, Rio de Janeiro, v.34, n. 72, p. 30-53, 2021.
              JUCÁ, Mayra. O Super-8 no AI-5: Memórias de Cinema e Juventude na Década de 1970. Rio de Janeiro: Letra Capital, 2025.
              LERNER, Jesse; PIAZZA, Luciano. Ismo, Ismo, Ismo, Experimental Cinema in Latin America. California: University of California Press, 2017.
              MACHADO JR., Rubens Luis Ribeiro. A experimentação cinematográfica superoitista no Brasil: espontaneidade e ironia como resistência à modernização conservadora em tempos de ditadura. In AMORIM, Lara Santos; FALCONE, Fernando Trevas (orgs.). Cinema e memória: o super-8 na Paraíba nos anos 1970 e 1980. p. 34-56. João Pessoa: Editora da UFPE, 2013.
              MACHADO JR., Rubens Luis Ribeiro. Marginalia 70: o experimentalismo no Super-8 brasileiro. Catálogo Itaú Cultural. São Paulo, 2001.
              PÉO, Sérgio. O Superoito como um instrumento de linguagem. Revista de Cultura Vozes, Petrópolis, a. 72, v. LXXII, n. 6, p. 31-34, 1978.