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Grade de horário – Caderno de Disciplinas

Horários das disciplinas optativas e obrigatórias ofertadas pelo PPGCine para 2026.1.

QUADRO DE HORÁRIOS
DIA/HORÁRIO Segunda-feira Terça-feira Quarta-feira Quinta-feira Sexta-feira
Manhã Disciplina:
Cartografias, espaços e territorialidades no cinema e no audiovisual.
Curso:
O gesto documental 2 – Reconhecer, retomar, restituir
Horário:
11h-14h
Local:
Cinemateca do MAM
Professores:
Lúcia Monteiro, Oiara Bonilla
Disciplina:
Estudo do som no cinema e no audiovisual
Horário:
09h-13h
Professor:
Fernando Morais da Costa
Tarde Disciplina:
Metodologia e análise fílmica
DISCIPLINA OBRIGATÓRIA
Horário:
14h-18h
Professor:
Reinaldo Cardenuto e convidados
Disciplina:
Cinema e as estéticas do contemporâneo
Curso:
Seminário de Pesquisa em Animação
Horário:
13h-17h
Professores:
Gabriel Cruz, Marcelus Gaio Silveira de Senna
Disciplina:
Cinema e processos subjetivos
Curso:
Cinema expandido: proposta de uma tradução
Horário:
14h-18h
Professores:
Wilson Oliveira Filho
Disciplina:
História e teoria da recepção cinematográfica
Curso:
Das histórias às nostalgias da exibição e dos públicos cinematográficos
Horário:
15h30-18h
Professores:
Talitha Ferraz, Alisson Santana
Disciplina:
História e Historiografia do Audiovisual
Curso:
Primeiro Cinema: história e teoria
Horário:
14h-18h
Professor:
Rafael de Luna Freire
Optativa concentrada Disciplina:
Teorias da imagem e a construção do olhar
Curso:
Estudos de Roteiro e Decolonialidade: Teorias e Historiografias Latino- Americanas
De 11/05 a 22/05, às segundas, quartas e sextas, das 19h às 22h.
Professor:
Pablo Gonçalo (UnB)

OBSERVAÇÕES:


  • Disciplina: Metodologia e análise fílmica

    Professor: Dr. Reinaldo Cardenuto

    Dia e Horário: segundas-feiras, das 14h às 18h

    Disciplina Obrigatória

    Ementa

    A disciplina consistirá em uma série de apresentações de diferentes pesquisadores de dentro e de fora do PPGCine, conduzidas pelo professor da disciplina, quando serão discutidas as práticas metodológicas pessoais desenvolvidas por cada pesquisador em sua trajetória acadêmica. O objetivo da disciplina é expor o estudante a diferentes opções e escolhas metodológicas dentro do campo do cinema e audiovisual, a partir da variedade de especialidades e abordagens exemplificada pelo próprio corpo docente do programa. Serão tratados ainda aspectos como os elementos básicos do texto científico (objeto, hipótese, justificativa, método, referencial teórico, fontes, conclusão etc.), as metodologias mais comuns da área (análise fílmica, história oral, revisão bibliográfica, pesquisa em arquivo etc.), além de questões práticas importantes, como plágio, divulgação científica e publicações acadêmicas.

    Bibliografia básica

    AUMONT, Jacques. A estética do filme. Campinas (SP): Papirus, 1995.
    ELSAESSER, Thomas; HAGENER, Malte. Teoria do cinema: uma introdução através dos sentidos. Campinas (SP): Papirus, 2018.
    RAMOS, Fernão Pessoa (org.). Teoria contemporânea do cinema, vols. I e II. São Paulo: Senac, 2004.
    STAM, Robert. Introdução à teoria do cinema. Campinas (SP): Papirus, 2010.
    VANOYE, Francis; GOLIOT-LÉTÉ, Anne. Ensaio sobre a análise fílmica. Campinas (SP): Papirus, 1994.

    * A bibliografia específica para cada encontro será fornecida antecipadamente pelos convidados da
    disciplina.

    • Disciplina: Cartografias, espaços e territorialidades no cinema e no audiovisual.
      Oferecida à graduação do GCV como – GCV00146 – Cinema e antropologia II
      Curso: O gesto documental 2 – Reconhecer, retomar, restituir
      Professoras: Lúcia Monteiro & Oiara Bonilla
      Local: Cinemateca do MAM
      Dia e horário: Terças das 11h às 14h
      Disciplina optativa da Linha 1: Narrativas e estéticas
      Início das aulas: 24 de março de 2026

      Ementa

      Atenção: esta ementa contém spoiler. No final de O Agente Secreto (Kleber Mendonça Filho, 2025), uma jovem pesquisadora restitui ao médico interpretado por Wagner Moura arquivos que contam a história de seu pai, um cientista assassinado durante a ditadura. No filme, o gesto de restituição é fruto de uma iniciativa pessoal da pesquisadora e não corresponde a uma demanda por parte do filho. Ainda assim, trata-se de, por meio da ficção, devolver a uma geração o fio da história familiar e política rompida pela violência do regime civil-militar.

      Esta disciplina explora os múltiplos sentidos e implicações do gesto de restituição, no cinema e na antropologia. Nos últimos anos, em resposta a lutas históricas de largo fôlego, objetos espoliados por regimes coloniais ou neocoloniais vêm sendo reivindicados. Em alguns casos, esses objetos são reconstituídos e, noutros, devolvidos. Em 2021, as 26 obras de arte que compõem os “tesouros do Benim” e haviam sido saqueadas do Palácio de Abomei no século 19, pelas tropas coloniais francesas, finalmente deixaram o Museu do Quai Branly, em Paris, e puderam ser vistas em seu lugar de origem. Mais recentemente, em 2023, o manto tupinambá foi restituído pela Dinamarca ao Museu Nacional do Rio de Janeiro.

      Além de se apoiar em filmes e vídeo-instalações que retratam esses processos de restituição, como o documentário Dahomey (2024), de Mati Diop, e a exposição Atos de revolta: outros imaginários sobre independência, de Glicéria Tupinambá, a disciplina investiga também a restituição de imagens às pessoas filmadas e fotografadas nos mais diferentes contextos. Dessa maneira, vamos analisar como isso ocorre, por um lado, em documentários, como Cabra marcado para morrer (1984), de Eduardo Coutinho, e filmes realizados pela organização Vídeo nas Aldeias. Por outro lado, vamos refletir sobre as imagens usadas para reconhecimento policial, como Retratos de identificação (2014), de Anita Leandro, e 48 (2009), de Susana de Sousa Dias. Vamos ainda examinar instalações de vídeo em circuito fechado em que as imagens dos espectadores são “devolvidas” em tempo real, como em TV Buddha (1974), de Nam June Paik, ou em Faces of ImageNet (2023), de Trevor Paglen, que coloca em questão as ferramentas de inteligência artificial usadas no reconhecimento facial e na catalogação dos tipos físicos. Finalmente, vamos nos debruçar sobre casos problemáticos, como o do encontro dos Xetá com sua imagem, estudado por Nathan dos Santos, o estranhamento dos Witoto diante das imagens filmadas por Silvino Santos em Amazonas, maior rio do mundo (1918-1920), ou, ainda, o do reencontro de povos da Papua Nova Guiné com a própria imagem, filmado por Bob Connoly e Robin Anderson em First Contact (1982) e nos demais filmes da chamada “Trilogia das Terras Altas”.

      Bibliografia

      ALARCON, Daniela & TUPINAMBÁ Glicéria, “Trazendo o manto de volta: fortalecimento cultural entre os Tupinambá do Brasil” . Dispossessions in the Americas, University of Pennsylvania: https://dia.upenn.edu/pt/content/Fernandes-AlarconD001/
      AMOROSO, Marta. 2014. Terra de Índio: Imagens em Aldeamentos Indígenas no Império. Terceiro Nome, São Paulo.
      ANZALDÚA, Gloria. Falando em línguas: uma carta para as mulheres escritoras do terceiro mundo. Revista Estudos Feministas, Florianópolis (online), v. 8, n. 1, p. 229-236, 2000. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/ref/article/view/9880.
      ANTENORE, Armando. “Somos Tupinambás, queremos o manto de volta”. Folha de S.Paulo. 1 jun. 2000. https://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq0106200006.htm.
      BARBOSA, Andréa e CUNHA. Edgar Teodoro da. Antropologia e imagem. Coleção Passo-a-passo. Rio de Janeiro: Zahar, 2006.
      BATESON, Gregory; MEAD, Margaret. Balinese Character. A photography analysis, Special Publications of the New York. Academy of Sciences, Vol. II, New York, 1942.
      BELTING, Hans. Por uma antropologia da imagem. Revista Concinnitas, v.2, n.8, p.64–78, 2020.
      BRANDÃO, Carlos Rodrigues. Fotografar, documentar, dizer com a imagem. In: Cadernos de Antropologia e Imagem 18, UERJ, 2004.
      BOURDIEU, Pierre. Sur la télévision. Paris: Liber; Raisons d’agir, 1996.
      CÉSAIRE, Aimé. 2010. Discurso sobre o Colonialismo. Imprensa Universitária/ UFSC, Florianópolis.
      DESCOLA, Philippe. As Formas do Visível: uma antropologia da figuração. São Paulo: Editora 34, 2023.
      DOS SANTOS A. S., Nathan. Rstituição e resistência ao genocídio indígena Xetá: as várias vidas, agências e memórias dos filmes de Vladimir Kozák, Diálogo Andino, 77, 2025.
      EDWARDS, E. “Exchanging photography, making archives”. Em Raw Histories: Photographs, Anthropology and Museums, editado por E. Edwards. Berg: Oxford, 2001, p. 27-51.
      INGOLD, Tim. “Sobre levar os outros a sério”; “Antropologia para o futuro”. In: Antropologia: para que serve? Rio de Janeiro: Vozes, 2019. cap. 1 e 5.
      KIRSHENBLATT-GIMBLETT, B. Destination Culture: Tourism, Museums, and Heritage. Berkeley: University of California Press, 1998.
      LIMA, E. C. de, Pacheco, R., Passos, L., L. R. B. dos. Os Xetá e seus acervos: memória histórica, política e afetiva (Paraná, Brasil). Journal de la Société des américanistes 1:1-25, 2021.
      MONTEIRO, Lúcia. “É uma das maiores fake-news da história”. Revista Piauí, maio de 2024, https://piaui.folha.uol.com.br/vanda-witoto-filme-amazonia-indigenas-silvino-santos/.
      NOVAES, Sylvia Caiuby. O silêncio eloquente das imagens fotográficas e sua importância na etnografia.
      In: Cadernos de Arte e Antropologia, v.3, n.2, 2014.
      RIVERA GARZA, Liliana. O invencível verão de Liliana. Belo Horizonte, São Paulo, Autêntica Contemporânea, 2022 (2021).
      SAID, Edward. Orientalismo: o Oriente como invenção do Ocidente. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.
      SAMAIN, Etienne. Antropologia de uma imagem “sem importância”. Florianópolis, v.5, n.1, julho de 2003, p. 47-64.
      SCHORCH, P. e McCarthy, C. (compil.). Curatopia: Museums and the Future of Curatorship. Manchester: Manchester University Press, 2019.
      SONTAG, Susan. Diante da dor dos outros. São Paulo, Cia das Letras, 2025.
      TUGNY, Augustin de. “A volta histórica dos mantos tupinambá/Iwiei mbẽnẽuçawawara assojaba tupinãbá”. In: Kwá yepé turusú yuriri assojaba tupinambá | Essa é a grande volta do manto tupinambá, organizado por Augustin de Tugny, Glicéria Tupinambá, Juliana Caffé e Juliana Gontijo, 30–43. São Paulo: Conversas em Gondwana, 2021. https://www.yumpu.com/en/document/read/65935132/catalogo-kwa-yepe-turusu-yuiri-assojaba-tupinamba.

      VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. “Zeno and the Art of Anthropology: Of Lies, Beliefs, Paradoxes, and Other Truth”. Common knowledge, 17 (1): 128-143, 2011.
      WITOTO, Vanda. “A história ignorada mais de um século depois”. O Globo, 4 de dezembro de 2023: https://oglobo.globo.com/opiniao/artigos/coluna/2023/12/a-historia-ignorada-mais-de-um-seculo-
      depois.ghtml.

      Filmografia preliminar

      As estátuas também morrem (1953), Chris Marker e Alain Resnais
      First Contact (1982), Bob Connoly e Robin Anderson
      Ulisses (1983), Agnès Varda
      Que bom te ver viva (1989), Lúcia Murat
      O Espírito da TV (1990), Vincent Carelli
      A arca dos Zo’é (1993), Dominique Gallois e Vincent Carelli
      Tigrero. Um filme que nunca foi feito (1994), Mika Kaurismäki
      O olhar de Ulisses (1995), Theo Angelopoulos
      La memória obstinada (1997), Patrício Guzmán
      M (2007), Nicolás Prividera
      48 (2009), Susana de Sousa Dias
      Retratos de identificação (2014), Anita Leandro
      No home movie (2015), Chantal Akerman
      Deslembro (2018), Flávia Castro
      Gyuri (2022), Mariana Lacerda
      O manto e o sonho – Glicéria Tupinambá (2023), Anna Dantes
      Dahomey (2024), Mati Diop
      Agente secreto (2025), Kleber Mendonça Filho

      Outras obras

      TV Buddha (1974), Nam June Paik
      Interface (1972), Peter Campus
      Faces of ImageNet (2023), Trevor Paglen
      Brasil nativo (1977), Anna Bella Geiger

      • Disciplina: Cinema e as estéticas do contemporâneo
        Curso: Seminário de Pesquisa em Animação
        Professores: Gabriel Cruz e Marcelus Gaio Silveira de Senna
        Carga horária: 60 horas – mediada por tecnologia
        Dia e horário: terças-feiras das 13h às 17h
        Disciplina optativa da Linha 1: Narrativas e estéticas

        Ementa

        A proposta da disciplina é estabelecer diálogos entre autores e diferentes perspectivas sobre o cinema de animação. Ciclos regionais e historiografia; animação e seus hibridismos; linguagem, técnicas e tecnologia; arqueologia das imagens técnicas, animação e diversidade, perspectivas decoloniais na teoria da animação. A partir da trajetória e da pesquisa dos pesquisadores convidados pretende-se discutir metodologias, perspectivas teóricas e suas interfaces com áreas como o cinema, o design, a computação entre outras.

        Metodologia

        A disciplina será realizada de forma mediada por tecnologia por meio da plataforma Google Meet ou RNT – Conferência WEB. Os conteúdos serão armazenados no Google Drive e enviados por e-mail. Considerando esta modalidade de aula, teremos encontros semanais com pesquisadores de animação brasileiros atuantes em universidades de norte a sul do Brasil. A disciplina também é aberta para estudantes de outros programas.

        Avaliação

        A avaliação será continuada – a participação na disciplina, com relatos sobre textos e filmes, serão parte da primeira etapa da avaliação e, para a avaliação final, o aluno deverá apresentar um seminário sobre a sua pesquisa e a relação com os temas tratados na aula síncrona.

        Bibliografia principal

        BARBOSA Jr, Alberto L. Arte da animação: técnica e estética através da história. São Paulo: Editora SENAC, 2002.
        BRETHÉ, Simon Pedro. Matrizes autorais na animação brasileira: identificando a recorrência de características gráficas singulares no desenho do artista animado. Tese de Doutorado na Escola de Belas Artes, UFMG, 2019. Disponível em: https://repositorio.ufmg.br/handle/1843/LOMC-BDXHAD
        BUCHAN, Suzanne. Pervasive animation. Londres: Routledge, 2013.
        CARNEIRO, Gabriel; SILVA, Paulo H. (org.). Animação brasileira: 100 filmes essenciais. Belo Horizonte: ABRACCINE/ABCA/Letramento, 2018.
        CRUZ, Gabriel Filipe Santiago. Desenvolvendo narrativas animadas para a educação / Gabriel Filipe Santiago Cruz ; orientadora: Luiza Novaes ; co-orientadora: Rita Maria de Souza Couto. – 2013.
        CRUZ, Gabriel Filipe Santiago. Brinquedos óticos animados e o ensino de Design / Gabriel Filipe Santiago Cruz ; orientadora: Rita Maria de Souza Couto ; co-orientadora: Flavia Nizia F. Ribeiro. – 2017.
        FURNISS, Maureen. Art in motion: animation aesthetics. New Barnet: John Libbey, 2009.
        GAMBA JR, Nilton Gonçalves, SENNA Marcelus Gaio Silveira de. De Caligari à Rainha Má a influência do Expressionismo Alemão no filme Branca de Neve e os sete anões. ALCEU – v. 17 – n.33 – p. 125 a 137 – jul./dez. 2016 https://revistaalceu.com.puc-rio.br/alceu/article/view/155
        GORDEEFF, Eliane Muniz. A Representação do imaginarium diegético pela animação no cinema live-action. Tese de Doutorado em Multimédia, Universidade de Lisboa, 2018. Disponível em: https://repositorio.ul.pt/handle/10451/36811
        GRAÇA, Marina Estela. Entre o olhar e o gesto: elementos para uma poética da imagem animada. São Paulo: Editora Senac, 2006.
        LEITE, Sávio (org.). Diversidade na animação brasileira. Goiânia: MMarte, 2018.
        MAGALHÃES, Marcos Amarante de Almeida. O tempo do animador. Tese de Doutorado em Artes e Design, PUC-Rio, 2015. Disponível em: http://www2.dbd.puc-rio.br/pergamum/tesesabertas/1113335_2015_completo.pdf
        MARTINS, India Mara. Documentário animado: experimentação, tecnologia e design. Tese de Doutorado em Artes e Design, PUC-Rio, 2009. Disponível em: https://www.maxwell.vrac.pucrio.br/13765/13765_1.PDF
        MARTINS, I.M. “Do Figurativo ao Figural: uma reflexão sobre a figura em Francis Bacon e Ryan”. Revista Eco-Pós, v. 15, n. 3 – pp 47-69.
        MARTINS, I.M. “Desejo de Real e busca pelo realismo”. Revista Eco-Pós, v. 13, n. 2 – pp 37-58.
        MORENO, Antonio. A experiência brasileira no cinema de animação. Rio de Janeiro: Editora Arte Nova S.A., 1978.
        NESTERIUK, Sergio. Dramaturgia de série de animação. São Paulo: Programa de Fomento à Produção e Teledifusão de Séries de Animação Brasileira – ANIMATV, 2011.
        PIMENTEL, Lucia G. “Processos artísticos como metodologia de pesquisa”. Dossiê processos em arte: unidade, repetição e transformação. Ouvirouver, Uberlândia, v. 11, n. 1, Uberlândia, 2015, p. 88-98. Disponível em: http://www.seer.ufu.br/index.php/ouvirouver/article/view/32707
        PRINCE, Stephen. “True lies: perceptual realism, digital images, and film theory”. Film Quarterly v49, n3 (Spring, 1996): 27-38.
        RIBEIRO, Marcos Buccini Pio. Trajetória do cinema de animação em Pernambuco. Tese de Doutorado em Comunicação, UFPE, 2016. Disponível em: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/25104
        SCHLITTLER, João Paulo Amaral. “Motion Graphics and Animation”. Animation Studies, Valência
        (CA/USA), v. 10, nov. 2015. Disponível em: https://journal.animationstudies.org/joao-paulo-amaral-schlittler-motiongraphics-and-animation/

        SCHNEIDER, Carla. Decifrando a caixa preta do cinema de animação: arqueologia dos modos de produção de imagens técnicas. Tese de Doutorado em Comunicação, UFRGRS, 2014. Disponível em:
        https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/100163/000929196.pdf?sequence=1&isAllowed=y
        SENNA, Marcelus Gaio Silveira de. Concept Art: Design e Narrativa em Animação. Dissertação de Mestrado em Artes e Design, PUC-Rio, 2013.
        __________. Animação e Expressionismo: uma questão de linguagem, gênero e estilo. Tese de Doutorado em Artes e Design, PUC-Rio, 2018. Disponível em: https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/34867/34867.PDF

        SENNA, Marcelus Gaio Silveira de, GORDEEFF, Eliane Muniz. Os personagens animados de Bizarros peixes das fossas abissais
        SERRA, Jennifer Jane. O documentário animado e a leitura não-ficcional da animação. Dissertação de Mestrado em Multimeios, Unicamp, 2011. Disponível em: http://www.repositorio.unicamp.br/handle/REPOSIP/284362
        TAVARES, Mariana R.; GINO, Maurício S. (org.). Pesquisas em Animação: cinema e poéticas tecnológicas. Belo Horizonte: Ramalhete, 2019.
        TIETZMANN, Roberto. Efeitos visuais como elementos de construção da narrativa cinematográfica em King Kong. Tese de Doutorado em Comunicação Social, PUC-RS, 2010. Disponível em: http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/4419
        WELLS, Paul. Animation: Genre and Authorship, Wallflower Press, 2002 149 páginas https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistapos/article/view/53842
        WELLS, Paul. Understanding animation. London/New York: Routledge, 1998.

        • Disciplina: Estudo do som no cinema e no audiovisual
          Disciplina também oferecida ao GCV – Departamento de Cinema e Vídeo
          Professor: Fernando Morais da Costa
          Dia e horário: Quartas, 9 às 13 hs
          Disciplina optativa da Linha 1: Narrativas e estéticas

          Ementa

          Discutir, a partir do crescimento do pensamento sobre o som no cinema iniciado nos anos 1980, as contribuições que a teoria sobre o som pode trazer à teoria cinematográfica contemporânea.

          A partir da década de 1980, nomes como os de Michel Chion, Rick Altman, Claudia Gorbman se destacam, na França e nos Estados Unidos, pelo estudo sistemático do som no cinema. Parte da bibliografia publicada naqueles anos vem se tornando conhecida no Brasil. Porém, os autores citados
          seguem em atividade e, em alguns casos, seus mais novos artigos atualizam conceitos importantes. Chion vem se voltando para o estudo do silêncio como matéria-prima da experiência do cinema. Gorbman passa a dizer que no cinema contemporâneo a música já não é inaudita. Altman segue, em esforços cada vez maiores, reescrevendo a história do cinema a partir das descobertas de formas variadas de sonorização. A fronteira entre diegese e não-diegese parece tornar-se cada vez mais fluida. A música está cada vez mais liberta dos parâmetros clássicos. O silêncio já não distancia o espectador de sua identificação com a narrativa. Novos estudos complexificam a noção de paisagem sonora.

          No Brasil, dossiês e livros recentes dão corpo aos estudos sobre o som no cinema, e pesquisadores fazem a ponte entre o âmbito brasileiro e o que há de novo em outros países sobre os estudos do som. Cada aula fará uma dessas pontes entre um pesquisador brasileiro e demais textos advindos de demais lugares. Pensar textos contemporâneos sobre som e suas relações com demais disciplinas, propor conexões entre filmes de diferentes épocas e o audiovisual contemporâneo.

          Bibliografia (em construção)

          ALTMAN, Rick Silent film sound. New York: Columbia University Press, 2004.
          BELTRÃO, Felipe, CARREIRO, Rodrigo, OPOLSKI, Debora (org). Estilo e som no audiovisual.1 ed.São Paulo: SOCINE, 2019, v.’1, p. 13-28.
          BIRDSALL, Carolyn. Nazi Soudscapes – Sound, Technology and Urban Space in Germany, 1933-1945. Amsterdam: Amsterdam University Press, 2012.
          CAGE, John. Silence: Lectures and writings. Hanover: Wesleyan University Press, 1961.
          CARREIRO, Rodrigo (org). Ruído, corpo e novas tendências na narrativa audiovisual. Recife: LAPIS, Marca de fantasia, 2021.
          CIBERLEGENDA – Revista do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal Fluminense n. 24, v.1, 2011.
          CHION, Michel. Film: A Sound Art. New York: Columbia University Press, 2009.
          COSTA, Fernando Morais. Mil e uma noites, Arábia. Vozes de narradores, sons ambientes, silêncios, crise, trabalhismo. CIBERLEGENDA. Niterói: PPGCine, v.1, p.31 – 46, 2020.
          _________. Vozes e sons ambientes sobre telas azuis, negras. Limites possíveis das relações entre sons e imagens. In: Perspectivas do audiovisual contemporâneo: urgências, conteúdos e espaços.1 ed. Juiz de Fora: UFJF, 2020, v.1, p. 99-110.
          _________. Sons urbanos e suas escutas através do cinema. E-Compós. Brasília, v.15, p.1 – 14, 2012.
          Filme Cultura. Dossiê O som nosso de cada filme. N. 58, 2013.
          GORBMAN, Claudia. Auteur music. GOLDMARK, Daniel, KRAMER, Lawrence, LEPPERT, Richard (org.). Beyond the Soundtrack: Representing Music in Cinema. Los Angeles: University of California Press, 2007
          KYTÖ, Meri .Soundscapes of Istanbul in Turkish film soundtracks. The Oxford Handbook of New Audiovisual Aesthetics. Eds. GORBMAN, Claudia, RICHARDSON, John, VERNALLIS, Carol. New York & Oxford: Oxford University Press, 2013, 391–413.
          REBECA. Revista Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual. Socine – Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual. V. 9. Janeiro – julho, 2016.
          ROGERS, Holly, BARHAM, Jeremy (org). The Music and Sound of Experimental Film. Oxford: Oxford University Press; 2017.
          SAMUELS, David, MEINTJES, Louise, OCHOA, Ana Maria, PROCEL, Thomas, Soundscapes: Toward a Sounded Anthropology. Porcell. Annu. Rev. Of Anthropol, n.4, 2010.39:329-345
          STERNE, Jonathan. (org), The Sound Studies Reader. London: Routledge, 2012.
          VERNALIS, Carol. HERZOG, Amy. RICHARDSON, John. The Oxford Handbook of Sound and Image in Digital Media. Oxford: Oxford University Press, 2013.
          WHITTAKER, Tom. WRIGHT, Sarah. (org).Location the voice in film. Critical approaches and global practices. Oxford University Press, 2017.

          Plano de aulas (a ser atualizado com a turma)

          Apresentação do curso

          Campo dos estudos do som e estudos de cinema e audiovisual no Brasil. Revistas. REBECA – Revista brasileira de estudos de cinema e audiovisual, 2016. Livro ST Som Socine: Beltrão et al, 2019.
          Adaptações e discussões sobre a paisagem sonora 1: interdisciplinar. Música, antropologia. Samuels te al, McCartiney e pesquisador brasileiro a selecionado Adaptações e discussões sobre a paisagem sonora 2: apropriações históricas, regionais. Birrdsall, Kytö, Costa (2012)

          Experimental: Cage, Rogers, Barham, Costa (2020)
          Som e gênero. Rodrigo Carreiro, Laura Canepa. Estudos de gênero e teoria do cinema no brasil.
          Ruído, realismos, narrativas contemporâneas: Carreiro, Grimley
          Silêncios: Cornago, Costa (2014)
          Música: Gorbman (2007), pesquisadoras e pesquisadores brasileiros.
          Vozes: Ideias de outros campos. Barthes. Derrida. Ihde. Costa (2017), Whittaker, Wright (2017), Costa (2020).

          • Disciplina: Cinema e processos subjetivos
            Curso: Cinema expandido: proposta de uma tradução
            Professor: Dr. Wilson Oliveira Filho
            Dia e horário: Quartas-feiras, 14 às 18 hs
            Disciplina optativa linha 2: Histórias e políticas

            Ementa

            O curso pretende apresentar as conceituações e problematizações oriundas da noção de Cinema expandido, de Gene Youngblood. Ao mesmo tempo se trata de uma estratégia de tradução do livro “Expanded Cinema” feita pelo docente em uma (re) criação coletiva. Dividido em sete partes tal qual o livro, o curso totaliza 14 encontros e cada aluno que cumprir a carga horária realizando as atividades de revisão e aprimoramento da tradução será creditado na edição brasileira inédita da obra de Gene Youngblood de 1970 – em tratativas para lançamento no mercado editorial e até hoje uma lacuna na bibliografia brasileira de cinema. O curso contará com participações de estudiosos da obra em análise e de traduções, bem como artistas que fazem a expansão da arte cinematográfica no Brasil e no mundo. Uma proposta inédita no PPGCINE/UFF que une nossa pesquisa Cinemas expandidos e teorias da mídia: Espectatorialidades, arqueologia e ecologia dos meios nas atrações audiovisuais contemporâneas à questão da internacionalização dos programas de pós-graduação e ao estímulo das publicações discentes.

            Pontos chave

            Cinema expandido. Público e entretenimento. Cinema sinestético. Cinema Cósmico. Cinema Cibernético. Televisão e criatividade. Intermídias. Cinema Holográfico.

            Convidados (a confirmar):

            André Parente – PPGCAC e ECO/UFRJ
            Andrew McLuhan – The McLuhan Institute
            Barry Vacker – University of Texas/Austin
            Erick Felinto – PPGCOM/UERJ
            Jane Youngblood
            João Luiz Vieira – PPGCINE/UFF
            Marcus Bastos – PUC/SP
            Oksana Chefranova –Yale University
            Raimo Benedetti– Artista visual
            Roberta Carvalho – Artista Visual

            Filmografia

            2001: Uma odisseia no espaço”, de Stanley Kubrick;
            Alhures, de Jordan Belson;
            Dark skies: Hot planet, cool gaze, de Barry Vacker e Adrian Garcia;
            Hotel Reverie (Ep.03 Temp. 07 de Black Mirror), de Charlie Brooker e Haolu Wang;
            Somos: A criação Ybirá-Ubuntu”, de Ricardo Palmieri;
            Obsolescência desprogramada, do DUO2x4;
            Blade Runner 2049, de Denis Villeneuve;
            A aventura, de Michelangelo Antonioni;
            MovieDrome, de Stan VanDerBeek;
            Exposing Muybridge, de Marc Schafer.

            Bibliografia

            AUMONT, Jacques; MARIE, Michel. Dicionário teórico e crítico de cinema. São Paulo: Papirus, 2003.
            BENEDETTI, Raimo. Entre pássaros e cavalos: Marey, Muybridge e o pré- cinema. São Paulo: Editora SESI, 2018.
            BRANCO, Lucia Castello (org.) A tarefa do tradutor, de Walter Benjamin: quatro traduções para o português. Belo Horizonte: Fale/UFMG, 2008.
            OLIVEIRA FILHO. Wilson. McLuhan e o cinema/ McLuhan and cinema. Rio de Janeiro: Verve, 2017.
            ______. Cinema (ao vivo) e memória: Coleção, performance e tecnologia. Rio de Janeiro: Circuito/FAPERJ, 2023.
            WALLEY, Jonathan. Cinema expanded: Avant-garde film in the age of intermedia. Oxford: Oxford University press, 2020.
            YOUNGBLOOD, Gene. Expanded Cinema. New York: E.P Dutton & Co., 1970.

            Avaliação:

            Participação, presença, bem como tomar parte na revisão e aprimoramento da tradução de “Expanded Cinema”.

            Outras informações:

            20 Vagas. Alunos de outros programas podem participar caso o número de vagas não seja atendido.

            • Disciplina: História e teoria da recepção cinematográfica
              Oferecida também à graduação do Departamento de Cinema e Vídeo (GCV)
              Curso: Das histórias às nostalgias da exibição e dos públicos cinematográficos
              Professores: Dra. Talitha Ferraz, Prof. M.e. Alisson Santana
              Dia e horário: Quinta-feira – 15:30 às 18h
              Disciplina optativa linha 2: Histórias e políticas

              Ementa

              A disciplina pretende se debruçar sobre perspectivas teórico-metodológicas de quatro eixos de pesquisa que há quase 30 anos, em âmbitos acadêmicos brasileiros e internacionais, têm se desenvolvido e consolidado com maior fôlego em torno de questões ligadas à exibição cinematográfica, em especial, o tema da sala de cinema, suas inserções nos espaços urbanos/rurais/rururbanos e práticas socioculturais e espectatoriais de seus públicos. As aulas terão como objetivo aproximar as pessoas estudantes de cenários de pesquisa brasileiros e internacionais que pensam o papel histórico das salas de cinema na configuração dos espaços urbanos, nas dinâmicas da indústria cinematográfica (incluindo aqui esferas mercadológicas e tecnológicas dos dispositivos que dão acesso ao audiovisual), e na produção de laços de sociabilidade e
              pertencimento nas sociedades.

              Observaremos como a relação entre públicos, espaços de exibição e os contextos culturais, urbanos, geográficos, arquitetônicos, políticos, econômicos etc. são investigados hoje por diversas perspectivas de pesquisa, como, por exemplo, as “histórias de cinemas”, panorama criado pelo professor João Luiz Vieira, que norteará um dos módulos da disciplina.
              Além disso, o curso se dedicará a reflexões sobre a historiografia da exibição cinematográfica, no que se refere principalmente à escrita e à reescrita da história acerca de exibidores, cinemas e circuitos de exibição, destacando algumas dinâmicas referentes a cenários de pequenas cidades brasileiras e regiões metropolitanas não centradas no eixo Rio-São Paulo.

              Em um terceiro momento, a disciplina abordará as interfaces entre os estudos de memória e os estudos da sala de cinema e práticas dos públicos, trazendo para a discussão bases conceituais que lidam com tópicos como memória coletiva, direito à memória, memória institucional, patrimonização e preservação, entre outras.

              Ao final, as aulas apresentarão um panorama sobre o papel da nostalgia no âmbito das pesquisas de cinemas de rua, espaço urbano e públicos, com especial apreço pelas noções de tecnostalgia, nostalgias ativas, reflexivas, restaurativas e comodificadas, contemplando ainda o desdobramento de aspectos como a ruinologia e a hauntologia em casos de cinemas abandonados e arruinados. Em cada módulo, sobre cada eixo, as aulas expositivas apresentarão, discutirão e analisarão quadros teóricos e metodológicos que os embasam, a partir da leitura de textos (alguns em inglês e espanhol), sessões de filmes e palestras de convidados ligados aos temas. Aulas e atividades externas, no horário regular da disciplina, poderão ser
              agendadas ao longo do semestre.

              Programa

              Módulo 1) A história e a historiografia da exibição e dos públicos cinematográficos: marcos epistemológicos e giros teórico-metodológicos
              Módulo 2) A noção de sala de cinema: abordagens históricas e suas interfaces urbanas, arquitetônicas, tecnológicas, industriais, comerciais e socioculturais
              Módulo 3) “histórias de cinemas”: definições e panoramas teórico-metodológicos de pesquisas e projetos
              Módulo 4) Memória, (tec)nostalgias e ruinologia nos estudos de cinemas e públicos cinematográficos

              Referências*

              ALLEN, Robert C. From exhibition to reception: Reflections on the audience in film history. Screen, v.31, p. 347-356, 1990.
              ALLEN, Robert C. The place of space in film historiography. TMG – Journal of Media History, [S. l.], v.9, n. 2, p. 15–27, 1 dez. 2006. DOI: 10.18146/tmg.548. Disponível em: https://tmgonline.nl/articles/10.18146/tmg.548.
              ALLEN, Robert C.; GOMERY, Douglas. Film history: theory and practice. New York: Alfred A. Knopf, 1985.
              ANDRADE, Ana Luiza et al. Ruinologias: ensaios sobre destroços do presente. Florianópolis: EdUFSC, 2016.
              ARGOLLO, Rita Virgínia. A cultura dos coronéis: o cinema como “o discreto charme da burguesia cacaueira”. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO, 28., 2005, São Paulo. Anais […]. São Paulo: Intercom, 2005.
              BAMBA, Mahomed (org.). A recepção cinematográfica: teoria e estudos de caso. Salvador: UFBA, 2013.
              BRANDÃO, Ryan; CABRERA, Livia; EBERT, Sancler. Mapeamento das pesquisas sobre salas de cinema nos cursos de pós-graduação stricto sensu do Estado do Rio de Janeiro. Faces da História, v. 9, p. 196-219, 2022.
              BURKE, Peter. Um novo paradigma? In: BURKE, Peter. O que é história cultural? Tradução de Sérgio Goes de Paula. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005. Cap. 4, p. 67-101.
              CAIAFA, Janice; FERRAZ, Talitha. Comunicação e sociabilidade nos cinemas de estação, cineclubes e multiplex do subúrbio carioca da Leopoldina. Galáxia, São Paulo, n. 24, p. 127-140, dez. 2012.
              CANDEIA, Luís Eduardo. A modernidade rural dos cinemas: Salas de rua e o desenvolvimento do Oeste de Santa Catarina. Florianópolis: Unesc, 2024.
              EBERT, Sancler. Uma ilusão de modernidade: A trajetória do transformista Darwin pelos cineteatros brasileiros no início do século XX. 2024. Tese (Doutorado em Cinema e Audiovisual) – Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2024.
              ELSAESSER, Thomas. O cinema como arqueologia das mídias. São Paulo: Edições Sesc, 2018.
              FERRAZ, Talitha. A Segunda Cinelândia Carioca. 2. ed. Rio de Janeiro: Mórula, 2012.

              FERRAZ, Talitha. A memória da ida ao cinema e a mobilização das audiências no caso do Cine Belas Artes. In: ENCONTRO NACIONAL DA COMPÓS, 26., 2017, São Paulo. Anais […]. Disponível em:
              http://www.compos.org.br/data/arquivos_2017/trabalhos_arquivo_HPNQMODZ50HZ
              Q6HG79OE_26_5661_19_02_2017_15_15_07.pdf.
              FERRAZ, Talitha. Narrativas tecnostálgicas: memórias e legitimações cinematográficas em filmes sobre cinemas. In: ENCONTRO ANUAL DA COMPÓS, 33., 2024. Anais […]. [S. l.]: Galoá, 2024. Disponível em: https://proceedings.science/compos/compos-2024/trabalhos/narrativas- tecnostalgicas-memorias-e-
              legitimacoes-inematograficas-em-filmes-sob?lang=pt-br.
              FERRAZ, Talitha. Ruínas de cinemas suburbanos: aspectos hauntológicos entre destituições, tecnostalgias e limiares cinematográficos. Mídia e Cotidiano, v. 19, n. 3, p. 76–106, 2025. Disponível em:
              https://periodicos.uff.br/midiaecotidiano/article/view/68344/40252.
              FERRAZ, Talitha; EBERT, Sancler. La investigación sobre el público y la exhibición cinematográfica en Brasil: trayectorias históricas y perspectivas del marco de las “histórias de cinemas”. Revista Alteridades. (no prelo, 2026).
              FERREIRA, Marieta de Moraes; AMADO, Janaína. Usos e Abusos da história oral. Rio de Janeiro: FGV, 2006.
              FREIRE, Rafael de Luna. Cinematographo em Nichteroy: história das salas de cinema de Niterói. Niterói: Niterói Livros, 2012.
              FREIRE, Rafael de Luna. Colegas norteamericanos y europeos: ¿qué no hay de nuevo en la New Cinema History desde un punto de vista que no es el de ustedes? In: KRIGER, Clara; POPPE, Nicolás. Salas, negócios y públicos de cine em Latinoamérica. Buenos Aires: Prometeo, 2023.
              FREIRE, Rafael de Luna; FERRAZ, Talitha. Apresentação: Estudos de exibição e públicos cinematográficos: histórias, memórias e práticas: no encalço dos modos de ver os cinemas e seus públicos. C-Legenda, Niterói, n. 36, p. 8-15, 2018. Disponível em: https://periodicos.uff.br/ciberlegenda/issue/view/2072. Acesso em: 30 jul. 2025.
              GAMA, Filipe Brito. Entre a capital e o interior: a circulação de filmes na Bahia até a década de 1920. 2024. 391 f. Tese (Doutorado em Comunicação) – Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2024.
              GAUDREAULT, André; MARION, Philippe. O fim do cinema? Uma mídia em crise na era digital. São Paulo: Papirus, 2016.
              GAUTHIER, Philippe. The Brighton Congress and Traditional Film History as Founding Myth of the New Film History. 2012.
              GENNARI, Daniela Treveri; HIPKINS, Danielle; O’RAWE, Catherine (org.). Rural cinema exhibition and audiences in a global context. Cham: Palgrave Macmillan, 2018.
              GONZAGA, Alice. Palácios e poeiras: 100 anos de cinemas no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Record, 1996.
              GRAINGE, Paul. Nostalgia and style in retro America: moods, modes and media recycling. Journal of American Culture, v. 23, n. 1, p. 27-34, 2000.
              HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. São Paulo: Vértice, 1990.
              HEIJDEN, Tim van der. Technostalgia of the present: from technologies of memory to a memory of technologies. European Journal of Media Studies, v. 4, n. 2, p. 103-121, 2015.
              JAMESON, Fredric. Pós-modernismo: a lógica cultural do capitalismo tardio. São Paulo: Ática, 2000.
              KALININA, Ekaterina. What do we talk about when we talk about media and nostalgia? Medien&Zeit, v. 31, n. 4, p. 6-15, 2016.
              KISHIMOTO, Alexandre. Cinema japonês na Liberdade. São Paulo: Estação Liberdade, 2013.
              KUHN, Annette. An everyday magic: cinema and cultural memory. London: I.B. Tauris & Co, 2002.
              LE GOFF, Jacques. História e Memória. Tradução de Bernardo Leitão. 5. ed. Campinas: Editora da Unicamp, 2003.
              MALTBY, Richard. On the prospect of writing cinema history from below. TMG Journal for Media History, v. 9, n. 2, p. 74–96, 2006.
              MALTBY, Richard; BILTEREYST, Daniel; MEERS, Phillipe (ed.). Explorations in New Cinema History: Approaches and Case Studies. Oxford: Wiley-Blackwell, 2011.
              MENKE, Manuel. Seeking comfort in past media: modelling media nostalgia as a way of coping with media change. International Journal of Communication, n. 11, p. 626-646, 2017.
              MUSSE, Christina; FAÚLA, Gilberto; HENRIQUES, Rosali. Os cinemas de rua de Juiz de Fora: memórias do Cine São Luiz. Juiz de Fora: FUNALFA, 2017.
              NIEMEYER, Katharina (ed.). Media and nostalgia: Yearning for the past, present and future. Basingstoke: Palgrave Macmillan, 2014.
              PINHEIRO, Marinete; FISCHER, Neide. Salas de sonhos: história dos cinemas de Campo Grande, MS. Campo Grande: Editora UFMS, 2008.
              RICŒUR, Paul. A memória, a história, o esquecimento. Campinas: Editora da Unicamp, 2007.
              SANTA CRUZ, L.; FERRAZ, T. (org.). Nostalgias e mídia: no caleidoscópio do tempo. Rio de Janeiro: E-Papers, 2018.
              SANTIAGO JÚNIOR, Francisco das Chagas Fernandes. Cinema e historiografia: trajetória de um objeto historiográfico (1971-2010). História da Historiografia, Ouro Preto, n. 8, p. 151-173, abr. 2012. Disponível em: https://www.historiadahistoriografia.com.br/revista/article/view/270/261.
              SARAIVA, Kate. Cinemas do Recife. Recife: Funcultura, 2013.
              SOUZA, José Inácio de Melo. Salas de cinema e história urbana de São Paulo (1895-1930): o cinema dos engenheiros. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2016.
              VIEIRA, João Luiz. Prefácio. In: BRUM, Alessandra; BRANDÃO, Ryan (org.). Histórias de cinemas de rua em Minas Gerais. Juiz de Fora: Editora UFJF, 2021. Disponível em: https://www2.ufjf.br/editora/wp-content/uploads/sites/113/2021/12/HISTORIA-DE-CINEMA.pdf.
              VIEIRA, João Luiz; PEREIRA, Margareth Campos da Silva. Espaços do sonho: arquitetura dos cinemas no Rio de Janeiro 1920-1950. Rio de Janeiro: Embrafilme, 1982.

              *Referências obrigatórias e complementares. Os capítulos específicos dos livros listados serão indicados no primeiro dia de aula. Todos os textos serão disponibilizados para a turma.

              • Disciplina: História e Historiografia do Audiovisual
                Curso: Primeiro Cinema: história e teoria
                Professor: Rafael de Luna Freire
                Dia e horário: Sextas-feiras, 14h às 18h
                Local: cinema do IACS
                Disciplina optativa linha 2: Histórias e políticas

                Ementa

                O 19o Congresso Internacional do Domitor será realizado na UFF, em Niterói, entre os dias 10 e 13 de junho de 2026. Trata-se da primeira vez que o principal evento acadêmico dedicado ao Primeiro Cinema será sediado no hemisfério sul. Por ocasião da realização do congresso do Domitor, esse curso será inteiramente voltado a discutir a história e a teoria do que ficou convencionado chamar de “Primeiro Cinema” (Early Cinema) ou “Cinema dos Primeiros Tempos” (Cinéma du Premier Temps), a partir da revisão historiográfica ocorrida a partir do final dos anos 1970, que ficou conhecida como New Film
                History.

                Consensualmente, o Primeiro Cinema abarca o período inicial da história do cinema, marcado por clara indefinição, franca intermidialidade e evidente alteridade em relação às características que se consolidaram após a institucionalização do cinema como uma nova mídia. O conceito de “cinema de atrações”, cunhado por Tom Gunning e Andre Gaudreault, foi uma das formas de destacar as especificidades dos primeiros filmes em comparação com o cinema clássico-narrativo e o sistema de
                estúdio, consolidado por Hollywood, de forma a evitar uma visão teleológica e hierárquica evidenciada pela expressão anteriormente usada para designar esse período inicial como o do “cinema primitivo”.

                A periodização do Primeiro Cinema sempre foi objeto de inúmeros debates, variando entre a última década do século XIX e a primeira ou segunda década do século XX. Nos últimos tempos, contestando uma periodização e uma historiografia explicitamente eurocêntricas, têm sido propostas diferentes temporalidades para o Primeiro Cinema, particularmente em contextos socioculturais distintos das metrópoles da Europa e Estados Unidos. O 18o Congresso do Domitor teve como tema, inclusive, a ideia de um “Longo Primeiro Cinema”. O próprio cinema brasileiro será abordado no curso a partir dessa
                perspectiva.

                O Primeiro Cinema também tem merecido um interesse renovado a partir da arqueologia das mídias, que busca aproximações entre os contextos de radicais mudanças ocorridas tanto na passagem para o século XX, quanto, mais recentemente, na passagem para o século XXI (Elsaesser, 2018).

                O curso consistirá em aulas expositivas acompanhadas pela exibição de filmes, na leitura de textos e na organização de seminários. Buscará se viabilizar a participação dos alunos como participantes ouvintes no próprio congresso da Domitor, que será realizado no Cine Arte UFF. O curso será oferecido como uma disciplina optativa tanto para a graduação em Cinema e Audiovisual quanto para o Programa de Pós-Graduação em Cinema e Audiovisual (PPGCine). O curso exigirá a leitura de textos em português e inglês e é recomendado para alunos que já tenham cursado as disciplinas de História do Cinema Mundial e História do Cinema Brasileiro.

                Bibliografia inicial

                Ana M. López. Early Cinema and Modernity in Latin America, Cinema Journal, v. 40, n.1, 2000.
                André Gaudreault, Nicholas Dulac e Santiago Hidalgo (orgs.). A Companion to Early Cinema. Maiden: Wiley-Blackwell, 2012.
                Benoît Turquety. Inventing Cinema: Machines, Gestures, and Media History. Amsterdam: Amsterdam University Press, 2019
                Flavia Cesarino Costa. O primeiro cinema: espetáculo, narração, domesticação. São Paulo: Scritta, 1995.
                Rafael de Luna Freire. Colegas norteamericanos y europeos: ¿qué no hay de nuevo en la New Cinema History desde un punto de vista que no es el de ustedes? In: Clara Kriger e Nicolás Poppe (orgs.). Salas, negocios y públicos de cine en Latinoamérica (1896-1960). Buenos Aires: Prometeo, 2023.
                Thomas Elsaesser (org.). Early cinema: space, frame, narrative. Londres: BFI, 1990.
                Thomas Elsaesser. Cinema como arqueologia das mídias. São Paulo: SESC, 2018.
                Vicente de Paula Araújo. A bela época do cinema brasileiro. São Paulo: Perspectiva, 1976.
                Wanda Strauven (org.). The Cinema of Attractions Reloaded. Amsterdam: Amsterdam University Press, 2006.

                • Disciplina: Teorias da imagem e a construção do olhar
                  Curso: Estudos de Roteiro e Decolonialidade: Teorias e Historiografias Latino-Americanas
                  Prof.: Dr. Pablo Gonçalo, Universidade de Brasília, UnB, Brasil
                  Datas: de 11.05 a 22.05 de 2026.
                  Aulas: Segundas, quartas e sextas, das 19:00hs às 22:00hs
                  Seis sessões de três horas, além das atividades assíncronas
                  Duração: 45h assíncronas e duas semanas de encontros presenciais – modelo intensivo
                  OBS: Discentes devem cumprir a carga de leitura previamente aos encontros presenciais
                  Os artigos, textos, livros e filmes da ementa estarão disponíveis a partir do início do semestre num drive compartilhado com os alunos matriculados.
                  Disciplina optativa da Linha 1: Narrativas e estéticas

                  Ementa

                  Os estudos de roteiro, um campo relativamente novo e em desenvolvimento, baseiam-se amplamente em abordagens teóricas e historiográficas anglo-saxônicas. No entanto, sua história moldou diferentes formas de roteiro em outras indústrias cinematográficas. Este curso visa compartilhar conceitos que se baseiam em experiências, teorias e práticas de roteiro em contextos latino-americanos. Portanto, o curso incluirá aulas expositivas com revisões teóricas dos estudos de roteiro, com ênfase em projetos não filmados e fabulação crítica, que podem apontar para histórias alternativas do cinema. Além disso, apresentaremos contribuições teóricas de pensadores que oferecem uma perspectiva latino-americana sobre roteiro. Nesse
                  recorte, apresentaremos alguns aspectos historiográficos do melodrama queer com a trajetória do roteiro clássico no cinema brasileiro e mexicano. Por fim, abordaremos questões referentes

                  Metodologia e avaliação

                  Participação em aula e leitura dos textos sugeridos: 20% da Menção Final, M.F.
                  Trabalho final, no formato de artigo acadêmico, de 10 a 15 páginas: 80% da M.F.

                  Os textos da disciplina serão disponibilizados no drive: link para drive

                  Aula 1: 11.05.26
                  O roteiro é um mundo: a contribuição dos roteiros não filmados

                  Nessa aula passaremos, de forma introdutória, em temas como eurocronologia, decolonialidade história alternativa do cinema, tipologias de roteiros não filmados e fabulação crítica. Esta aula tem como objetivo apresentar um debate conceitual e metodológico sobre a ontologia do roteiro a partir da perspectiva de roteiros não filmados. Estudos sobre roteiros não filmados serão revisados e explorados com maior profundidade, e será feita uma proposta para compreender os roteiros em relação ao debate sobre ficção especulativa.

                  Bibliografia da aula:

                  APTER, Emily. Against World Literature: On the Politics of Untranslatability. London: Verso, 2013.
                  GONÇALO, Pablo. Uma Arqueologia especulativa: metodologia e tipología para roteiros não filmados. Revista Famecos, Vol. 31, Número 01 2024. https://doi.org/10.15448/1980-3729.2024.1.44723
                  HARTMAN, Saidyia. Venus in two acts. Smal Axe. N. 16, v. 12. n. 12, 2008
                  NANICELLI, Ted. A philosophy of the screenplay. London: Routledge, 2013.

                  Aula 2: 13.05.2026
                  Uma teoria latino-americana dos roteiros

                  Os manuais de roteiro, e até mesmo o campo relativamente novo dos estudos de roteiro, tendem a abranger concepções de dramaturgia culturalmente afins à tradição anglo-saxônica. Essa aula do curso busca integrar conceitos de autores influentes como Pier Paolo Pasolini, Augusto Boal, Tomás Gutiérrez Alea e Raúl Ruiz à teoria da escrita de roteiros cinematográficos que possuem algum diálogo com certa vertente latina de um pensamento dramatúrgico e cinematográfico. A partir de uma desconstrução da Poética de Aristóteles feita por Boal, as ideias formuladas por esses autores sugerem uma compreensão mais ampla, dialética e decolonial da dramaturgia cinematográfica.

                  Bibliografía da aula

                  ALEA, Tomás Gutierrez: A dialética do espectador. Summus Editorial, 1984
                  BOAL, Augusto: O teatro do oprimido e outras poéticas políticas. Editoria 34, 2019.
                  KLOTMAN, Phyllis Rauch. Screenplays of the Afroamerican experience. Indiana University Press, 1991.
                  MIGNOLO, Walter. The idea of Latin-America. Willey Blackwell, 1991.
                  PASOLINI, Pier Paolo: O roteiro como estrutura que quer ser outra estrutura. Trad. Alex Calheiros,
                  Revista Esferas, Ano 11, V. 2, maio-agosto de 2021, p.17-27
                  RUIZ, Raul: Poéticas del cine. Sudamericana, 2001.

                  Aula 3: 15.05.2026
                  Uma historiografia do roteiro no cinema brasileiro

                  Esta aula busca apresentar os principais períodos, roteiristas e aspectos singulares da escrita de roteiros na história do cinema brasileiro. Serão abordados os seguintes tópicos: a ausência de registros de roteiros e roteiristas durante a era do cinema mudo brasileiro e os vestígios das principais características estéticas deixadas pelos roteiristas; a importância dada à escrita de roteiros e à narrativa cinematográfica nas primeiras décadas do cinema brasileiro; as características do roteirista-cineasta no cinema brasileiro até a era dos estúdios; como se organizavam os principais estúdios do cinema clássico brasileiro; uma análise dos principais roteiristas-autores do cinema brasileiro, como Octávio Gabus Mendes e Alinor Azevedo, Leopoldo Serram, Eduardo Coutinho, Hilton Lacerda, Ana Muylaert, entre outros; a tradição do roteirista-cineasta no cinema brasileiro moderno; e as principais características do drama televisivo brasileiro: estilo de escrita, história e aspectos estéticos. A aula apresentará os primeiros resultados de uma pesquisa coletiva em andamento sobre a história dos roteiros cinematográficos brasileiros.

                  Bibliografia da aula

                  GONÇALO, Pablo:Fábulas sem olhos: os roteiros não filmados na historiografia do cinema brasileiro. Revista E-Compós, v.23, 2021.
                  HEFFNER, Hernani: Contribuição a uma história do roteiro. Catálogo da Mostra Leopoldo Serran, Rio de Janeiro, 2012, pgs 11 – 43
                  ROCHA MELLO, Luis Roberto: “Estouro na Praça”: Alinor Azevedo, Alex Viany e a Comédia Musical Carioca. São Paulo: Caligrama, V. 1, 2005.

                  Aula 4: 18.05.2026
                  O melodrama queer na América Latina dos anos 80 e 90

                  Inspirados pela obra de Pedro Lemebel, compararemos, em aula, os filmes El lugar sin límites (1978), de Arturo Ripstein, O beijo da mulher aranha (1985), de Héctor Babenco, e Fresa y chocolate (1993), de Juan Carlos Tabio e Tomás Gutiérrez Alea. Nos três filmes há protagonistas trans e gays inseridos e retratados em ambientes hostis, como pequenas cidades, prisões e o regime cubano. Manuela, uma mulher trans, trabalha em um bordel e tem medo de Pancho. Luis Molina divide uma cela com um prisioneiro político, enquanto Diego, um artista que vive em Havana, fica fascinado por Davi, um estudante que hesita entre “denunciar” ou se aproximar de seu novo amigo. A violência patriarcal, o afeto, a atração, a seriedade do ativismo, as ditaduras e os pares de um mundo queer se combinam em tons melodramáticos de paixões impossíveis. A aula destaca um contexto latino-americano da literatura queer que começava a trazer as primeiras representações de “pessoas queer do Terceiro Mundo” para as telas.

                  Bibliografia da aula

                  BALTAR, Mariana. Realidade lacrimosa: o melodramático no documentário brasileiro contemporâneo. Eduff, 2019
                  BRAGANÇA, Maurício de. A traição de Manuel Puig: melodrama, cinema e política em uma literatura à margem. Niterói: Editora da Universidade Federal Fluminense, 2010.
                  BRAGANÇA, Maurício de. A canção mexicana nos filmes de cabaré: prostitutas, rumbeiras e cabareterasnos melodramas musicais do cinema mexicano. Contemporânea –Comunicação e Cultura, Salvador, v. 12, n. 2, p. 273-287, mai./ago. 2014. Disponível em: https://portalseer.ufba.br/index.php/contemporaneaposcom/article/view/10658
                  DONOSO, José. El lugar sin límites. Alfaguara, 2011.
                  FERREIRA FIORINI, Juan. LÁGRIMAS E CANÇÕES: O BOLERO E O CINEMA CABARETERO MEXICANO EM “O BEIJO DA MULHER ARANHA”, DE MANUEL PUIG. Revista Língua&Literatura, [S. l.], v. 20, n. 36, p. 264–276, 2019. Disponível em: https://revistas.fw.uri.br/revistalinguaeliteratura/article/view/3105
                  GUERRERO, Javier. Escribir Después de Morir: El archivo el más allá. Ediciones Metales Pesados, 2022.
                  LEMEBEL, Pedro. Poco Hombre. Escritos de uma bicha terceiro-mundista. Org. Echevarria, Ignacio. Trad. Mariana Sanchéz. Jorge Zahar, Rio de Janeiro, 2023.
                  LOPES, Denilson. Afetos. Estudos Queer e Artifício na América Latina E-Compós, 19(2), 2016. https://doi.org/10.30962/ec.1251
                  PUIG, Manuel. El beso de la mujer araña. Seix Barral, 2010.

                  Aula 05: 20.05.2026
                  Roteiros e transições tecnológicas: papel, digital e I.A.

                  Desde os seus primórdios, os roteiros se adaptam às situações tecnológicas. A passagem do cinema mudo para o sonoro, por exemplo, impactou definitivamente o modo de escrita em Hollywood e outras cinematografias. A aula pretende delimitar e destacar três grandes momentos tecnológicos de escrita audiovisual: o sistema do papel, das escritas digitais e o emergente debate sobre a realidade imersiva e a inteligência artificial. Como a tecnologia impacta, determina e influencia a escrita audiovisual? Com essa questão basilar

                  Bibliografia da aula

                  GONÇALO, Pablo. Hollywood de papel: roteiros não filmados de Ben Hecht, Billy Wilder e Frances Marion. Editora Zazie, 2022.
                  . Unfilmed screenplays and Artificial Inteligence: Jodorowsky’s Dune, technological change and remediation, Journal of Screenwriting. No prelo.
                  MARAS, Steven. Screenwriting: history, theory, practice. London: Wallflower Press, 2009.
                  PRICE, Steve. A History of The Screenplay. Basingstoke: Palgrave Macmillan, 2013.
                  LEAL, Rafael. O roteiro encarnado: a poética das narrativas imersivas e interativas. Tese de doutorado, PPG – Cine, UFF, 2022.

                  Aula 06: 22.05.2026
                  O roteiro e sua forma textual: da ortodoxia às sensações

                  Apresentação oral das propostas de trabalho final
                  Na última aula do curso, voltamos a uma questão essencial dos estudos de roteiro: o tema sobre a forma textual, sua ortodoxia no formato blueprint assim como a sua atualização e revisão crítica, a partir das propostas de entendimento do roteiro como uma escrita das sensações. Além desse debate, faremos uma rodada com o resumo das propostas discentes de trabalho final.

                  Bibliografia da aula

                  BALTAR, Mariana. Corpo e afeto: atualizações do regime de atrações no cinema brasileiro contemporâneo. Aniki: Revista Portuguesa da Imagem em Movimento, v. 10, n. 2, p. 4–28, 2023.
                  BATTY, Craig; et al. Screenwriters and Screenwriting. London: Palgrave Macmillan, 2014.
                  FÉR, Ester Marçal. O espaço real na construção do roteiro de Perifericu: comunidade, estética e resistência da negritude queer periférica. Revista GEMINIS, v. 12, n. 2, p. 146–159, 2021.
                  MARAS, Steven. Screenwriting: history, theory, practice.. London: Wallflower Press, 2009.
                  ______________. Towards a Critique of Universalism in Screenwriting Criticism. Journal of Screenwriting, v. 8, n. 2, p. 177–193, 2017.
                  PRICE, Steven. The Screenplay: Authorship, Theory, Criticism. London: Palgrave Macmillan, 2010.
                  SARMET, Éri. Escrita das Sensações: Marcas do Excesso no Roteiro Cinematográfico. Tese de Doutorado, ECA- USP, 2025.

                  Atividade 07: Entrega do trabalho final: 22.06

                  Atividade 08: Encontros online com devolutiva e comentários dos trabalhos finais: 06.07

                  Bibliografía preliminar do curso

                  AZOULAY, Ariella: História potencial: desaprender o imperialismo. UBU, 2024
                  FREITAS, Kênia & MESSIAS, José: O futuro ou será negro ou não será: Afrofuturismo e afropessimismo – as distopias do presente. Revista Imagofagia, n. 17, 2018
                  GLISSANT, Édouard. Poética da relação. Bazar do Tempo, 2021
                  GONCALO, Pablo: Hollywood de papel: roteiros não filmados de Ben Hecht, Billy Wilder e Frances Marion. Zazie, 2022.
                  LEMEBEL, Pedro. Tengo miedo, torero. Gertdelpozo, 2001.
                  QUIJANO, Aníbal. El regresso del futuro y las questiones del conocimento.Revista Crítica de Ciencias Sociais
                  SAAR, Mohamed Mbougar.A mais recôndita memória dos homens. Editora Fósforo, 2024.
                  SAID, Edward W. Culture and Imperialism. New York: Vintage Books, 1994.
                  SANTIAGO, Silviano. Uma literatura nos trópicos: ensaios sobre dependência cultural. Editora Rocco, 2000.
                  SEGATO, Rita. Crítica da colonialidade em oito ensaios e uma antropologia por demanda. Bazar do Tempo, 2021.
                  SHOHAT, Ella Shohat & STAM, Robert: Crítica à imagem eurocêntrica. Cosac y Naif, 2006